Numa tarde de verão ainda no final da década de 90, eu estava sentada na calçada da casa da minha vó e de frente para o corredor que dá acesso ao pátio da casa.
Minha mãe tomava chimarrão com a vizinha e a minha vó, e o meu irmão brincava por perto, já era umas sete ou oito horas da noite, eu lia um livro, um romance maravilhoso, não lembro qual era o clássico, de tantos que já devorei, mas era algo como Machado de Assis, não tive como parar a leitura, numa dessas minha mãe começa a reclamar.
- Já está tarde para ler, não força as vistas. Disse ela.
Eu muito teimosa continuei lendo, foi quando de repente de forma extremamente rápida um gato pulou em cima de mim, cai para o lado de trás da rua com a pancada e um cachorro que vinha atrás também me atropelou. O gato assustado rasgou todo o livro, uma verdadeira pena, mas foi o que me salvou, no lugar do livro seria o meu rosto se eu não tivesse insistido em continuar a leitura.
Bom, o fato é que num dia desses, num sábado, estava chateada de ter que trabalhar, eu desci do sétimo andar do prédio onde fica a Tv na rua Félix da cunha no centro de Pelotas, caminhava tranqüila pensando em ir no supermercado, pensando no que ia comer, quando olhei para atravessar a rua e vi um carro dobrando a esquina, o meu namorado sempre diz que preciso esperar para atravessar a rua, porque obrigo os veículos a me deixar passar primeiro, ora isso está no código de transito, faço valer meus direitos. Bom, tirando minha revolta de pedestre e voltando ao sábado, quando avistei aquele carro dobrando devagar corri para atravessar a rua, afinal atrás vinham outros e eu sabia que demoraria muito para conseguir passar.
Quando cheguei do outro lado da rua, virei e fiquei olhando aquele carro, alguma coisa estava errada. Nossa até hoje fico lembrando da cena e pensando que poderia ter feito algo para evitar, mas fazer o que minha bola de cristal anda um pouco enferrujada. O veículo um desses modelos novos, um C3 eu acho, foi reto ao poste de concreto que tinha na minha frente, sim eu do outro lado da rua fiquei vendo o carro desgovernado ir direto ao poste.
Fiquei sem saber o que fazer, me aproximei, não tinham muitas pessoas na rua e por isso ninguém aparecia para ajudar, como eu estava a poucos passos do veículo vi que tinha uma criança no banco de trás, uma menina de uns 2 anos, a senhora que estava com ela no colo gritava para que eu pegasse a criança.
A mulher que dirigia o carro teve um mal súbito e por sorte as outras duas passageiras não sofreram nada. A vó da criança estava desesperada e me pediu que eu ficasse com a menina, que chorava incessantemente, a coitada estava muito assustada, fiquei pelo menos uns 40 minutos com a Duda no colo. Ela era tão esperta que até queria saber como estava a tia, consegui acalmar a pequena com musiquinhas e brincadeiras. O pai dela chegou, sem muita educação, não agradeceu nem a mim, nem as pessoas que também ajudaram e levou a Duda embora. Cheguei em casa e meus braços doíam, fiquei nervosa e por dias sonhei com a carinha da menina chorando e chamando pelos pais. Nunca mais as vi e nem sei do estado de saúde delas.
Foi naquele dia que mais uma vez minha teimosia me salvou, se eu tivesse esperado o carro passar teria sido atingida por ele, que subiu a calçada onde eu estava. E que bom que de alguma forma pude ajudar naquele estranho acidente.
Minha mãe tomava chimarrão com a vizinha e a minha vó, e o meu irmão brincava por perto, já era umas sete ou oito horas da noite, eu lia um livro, um romance maravilhoso, não lembro qual era o clássico, de tantos que já devorei, mas era algo como Machado de Assis, não tive como parar a leitura, numa dessas minha mãe começa a reclamar.
- Já está tarde para ler, não força as vistas. Disse ela.
Eu muito teimosa continuei lendo, foi quando de repente de forma extremamente rápida um gato pulou em cima de mim, cai para o lado de trás da rua com a pancada e um cachorro que vinha atrás também me atropelou. O gato assustado rasgou todo o livro, uma verdadeira pena, mas foi o que me salvou, no lugar do livro seria o meu rosto se eu não tivesse insistido em continuar a leitura.

Bom, o fato é que num dia desses, num sábado, estava chateada de ter que trabalhar, eu desci do sétimo andar do prédio onde fica a Tv na rua Félix da cunha no centro de Pelotas, caminhava tranqüila pensando em ir no supermercado, pensando no que ia comer, quando olhei para atravessar a rua e vi um carro dobrando a esquina, o meu namorado sempre diz que preciso esperar para atravessar a rua, porque obrigo os veículos a me deixar passar primeiro, ora isso está no código de transito, faço valer meus direitos. Bom, tirando minha revolta de pedestre e voltando ao sábado, quando avistei aquele carro dobrando devagar corri para atravessar a rua, afinal atrás vinham outros e eu sabia que demoraria muito para conseguir passar.
Quando cheguei do outro lado da rua, virei e fiquei olhando aquele carro, alguma coisa estava errada. Nossa até hoje fico lembrando da cena e pensando que poderia ter feito algo para evitar, mas fazer o que minha bola de cristal anda um pouco enferrujada. O veículo um desses modelos novos, um C3 eu acho, foi reto ao poste de concreto que tinha na minha frente, sim eu do outro lado da rua fiquei vendo o carro desgovernado ir direto ao poste.
Fiquei sem saber o que fazer, me aproximei, não tinham muitas pessoas na rua e por isso ninguém aparecia para ajudar, como eu estava a poucos passos do veículo vi que tinha uma criança no banco de trás, uma menina de uns 2 anos, a senhora que estava com ela no colo gritava para que eu pegasse a criança.
A mulher que dirigia o carro teve um mal súbito e por sorte as outras duas passageiras não sofreram nada. A vó da criança estava desesperada e me pediu que eu ficasse com a menina, que chorava incessantemente, a coitada estava muito assustada, fiquei pelo menos uns 40 minutos com a Duda no colo. Ela era tão esperta que até queria saber como estava a tia, consegui acalmar a pequena com musiquinhas e brincadeiras. O pai dela chegou, sem muita educação, não agradeceu nem a mim, nem as pessoas que também ajudaram e levou a Duda embora. Cheguei em casa e meus braços doíam, fiquei nervosa e por dias sonhei com a carinha da menina chorando e chamando pelos pais. Nunca mais as vi e nem sei do estado de saúde delas.
Foi naquele dia que mais uma vez minha teimosia me salvou, se eu tivesse esperado o carro passar teria sido atingida por ele, que subiu a calçada onde eu estava. E que bom que de alguma forma pude ajudar naquele estranho acidente.




