segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Holocausto na rede


Quando surgiu essa história de novo orkut nem dei bola, mas daí as pessoas começaram a falar, falar, entrar... o negócio começou a vir atrás de mim, não aguentei a curiosidade e procurei saber mais. Foi quando me deparei com um verdadeiro desespero pelos tais convites, uma verdadeira pancadaria cibernética.


O tal Miedi, cujo nome eu nunca tinha ouvido falar, divulgou alguns locais que dariam convites pro novo orkut, o blog dele bombou ainda mais com a divulgação do Google. O fato foi que entre as comunidades beneficiadoras estava a também pouco conhecida Omelete. O número de membros triplicou, eles lançaram o tópico: mil primeiros ganham convites pro novo orkut, só que congestionou a comunidade, adicionei quando ainda não tinham cem participantes, mas só fui aceita quando o tópico passou os dois mil comentários.


Agora as pessoas revoltadas com a demora da moderação e na entrega dos convites estão destruindo a comunidade, e os caras indignados. Mas tenha a santa paciência, eles fazem parte de uma campanha da Google, a super-hiper-mega-demais e não tem capacidade de aceitar as pessoas e demoram uma semana para entregar os convites. Ou é pura jogada de marketing, estão fazendo isso para exatamente deixarem os pobres-mortais-sem-nada-para-fazer, enlouquecidos pela última novidade da poderosa? Afinal, a ideia é combater o crescimento do Facebook, do Twitter e até do Plurk.


Sinceramente fiquei curiosa, quis experimentar o layout novo, afinal todos estamos cansados de anos com aquela página azul claro, mas fiquei assustada com o desespero das pessoas, pareciam que não podiam viver mais um minuto sem o novo orkut, presenciei discussões na internet, as comunidades oferecendo convites surgiram do nada e os spams com links para ter a novidade também.


Vamos ver como isso vai terminar! Ahh, a previsão da Google é que até a metade do ano que vem todos os usuários do Orkut estejam utilizando a nova versão. E eu recebi o convite de uma amiga, simples assim!

sábado, 17 de outubro de 2009

Noite de Glória!

Uma grande produção, como poucas que vieram a Pelotas nos últimos tempos. Digna de aplauzos, Ensina-me a viver lotou o teatro Guarany neste sábado, e mesmo com os ingressos bem caros, acima do preço que o pelotense está acostumado a pagar. Bom, o fato é que o elenco magnífico composto por Glória Menezes, Arlindo Lopes, Fernanda de Freitas, Antonio Fragoso e Stella Maria Rodrigues com maestria apresentam um espetáculo em perfeita sintonia.

A história é conhecida, saiu dos livros para o cinema, para a televisão e hoje está nos palcos. Ensina-me a viver conta a história de amor entre um rapaz de 20 anos obcecado pela morte e de uma senhora de 80, apaixonada pela vida.

Como existe a determinação de não gravar a peça, fiz o registro da comemoração da atriz pelotense Glória Menezes que faz aniversário hoje e que estava emocionadíssima de festejar mais um ano de vida na sua cidade natal, bolo, espumante e o "Parabéns pra você" não faltaram. Além disso, ela disse que dia 20 completa 50 anos de carreira e que o melhor presente que poderia receber foi o carinho e as homenagens dos pelotenses.


video

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Memória virtual


Num dia desses o meu celular não estava recebendo mensagens e me dei conta que precisava apagar algumas, foi quando me deparei com mensagens de quando adquiri o aparelho, isso há uns dois anos. O fato foi que reli os torpedos recebidos há bastante tempo e o mais curioso é que posso contar esse período através deles. Mensagens carinhosas dos familiares, de amigos que não vejo mais, o desenrolar de um relacionamento, desde as primeiras paqueras até o final do namoro, algumas mensagens também lembraram fatos engraçados. Me dei conta que se não fossem essas mensagens no celular eu não recordaria de muita coisa.

E é assim, as tecnologias já se tornaram a nossa memória, no fotolog tenho fotografias salvas, se algum dia eu perder o arquivo posso recorrer a ele. Aqui ficam registrados os meus textos e pontos de vista nesse momento, e no Youtube por exemplo, vídeos.

Mas o nosso cotidiano, antes de tudo está gravado para sempre nas páginas dos jornais impressos. Admirei com muita devoção o aniversário de 119 anos do Diário Popular aqui em Pelotas, que chega a essa idade com cara nova e versão on line. O bom é que podemos encontrar nas prateleiras da biblioteca pública os jornais do século passado e manuzeá-los com o vigor de hoje. A internet, as tecnologias são úteis e fazem diferença, mas prefiro não depender de máquinas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O adeus aos guarda-chuvas Sagebin



A máquina registradora do século passado que tem estampado na parte de trás Mil Réis já está tapada, pronta para ser pela primeira vez apenas um objeto decorativo. A tesoura importada da Bélgica de igual idade, cujo dono garante que não afia há vinte anos e desliza pelos tecidos como poucas, também será aposentada, assim como o ferro de passar trazido da França tão antigo quanto os outros artefatos encontrados no local.
O senhor de 81 anos espalha o tecido pela última vez em cima da mesa, usando o molde que o acompanha nos seus mais de 50 anos de profissão, ferramenta feita de material rígido, com a metragem rabiscada de lápis e com as pontas almogadas do tempo. Mesmo encerrando as suas atividades, ele não poderia deixar de fazer o último guarda-chuva, pedido de uma cliente, que sorridente trouxe um pano combinando com o traje. Ele não podia recusar.



Foi um tímido anuncio no jornal que divulgou o fechamento das portas do último estabelecimento especializado no conserto de guarda-chuvas e sombrinhas de Pelotas.
Mário Sagebin Filho, é conhecido pela excelência no seu trabalho, herdou a paixão pela profissão do sogro e assumiu o negócio da família.
Em tempos de edificações grandiosas, com arquitetura em moldes europeus e ornamentos rebuscados, os barões do charque enchiam de igual exuberância o interior dos prédios com móveis importados, feitos com dedicação e a altura do poder aquisitivo e exigência dos fregueses. Nos trajes e acessórios a mesma preocupação. Foi quando por necessidade de manutenção e criação de produtos na cidade, fábricas e serviços especializados surgiram para atender o mercado. Uma oficina de restauração de chapéus trabalhava exclusivamente na atividade, cinco funcionários atendiam a demanda que era grande, há registros que o primeiro ferro a vapor do estado foi adquirido por este estabelecimento.
Osório de Oliveira Tavares começou junto com o pai no ramo dos guarda-chuvas, muito utilizados pela elite pelotense, eram peças indispensáveis para a saída de casa. Tamanhos diversos, como as sombrinhas para moças, os guarda-chuvas coloniais, para aqueles que precisavam usar carroças se protegerem do sol ou então os duplos, feitos para duas pessoas com divisórias. Os materiais também variavam, alguns fabricados de seda pura, eram os preferidos pelas mulheres que escolhiam estampas e rendas, as peças podiam ser feitas também de algodão natural. Somente mais tarde chegaram tecidos impermeáveis e de maior resistência.
Quando Mário se casou com Célia, a filha do Tavares, ele passou a atender a clientela sofisticada, famílias importantes não só de Pelotas, mas de outras cidades e estados. O senhor simpático que conversa e se depara com o olhar distante, conta com saudade historias de um tempo bom. “Tinha uma goteira bem na entrada da primeira loja na rua XV de Novembro. As pessoas passavam e brincavam dizendo que era de propósito. O meu sogro sempre dizia que aquilo era para despertar os guarda-chuvas.”
O último profissional especializado no serviço manual de fabricação e conserto das peças já avisou que depois do dia 20 de setembro pretende parar com a atividade. Hoje ele atende a terceira geração de algumas famílias. Tem quem venha do Rio de Janeiro para consertar as sombrinhas. Em carnavais e outras atividades, ele produzia peças de época e “ao gosto do cliente”, mas a procura caiu bastante por causa da chegada de produtos da China.
A esposa de Mário está doente e ele pretende ir morar com os três filhos, treze netos e três bisnetos nos Estados Unidos. “Vou sentir saudade dos fregueses, da atividade. Aquilo que a gente faz com amor dá prazer. Cada obra que sai, fico olhando admirado e digo pra mim: Que categoria!”.
O número de sapateiros, alfaiates e outras profissões manuais estão diminuindo. Nas ruas os antigos prédios voltam a ser revigorados, a restauração do Grande Hotel e do casarão seis já iniciaram, mas os costumes e profissões dos tempos áureos da princesa do sul, estão se perdendo no tempo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Escolhas


Meu avô sempre conta que quando tinha uns 16 anos o pai dele comprou uma bota de couro, bem cara, bonita para ele usar com a bombacha. Só que muito precavido comprou a bota dois números a mais esperando o pé do meu vô crescer. O fato foi que o pé dele nunca cresceu e a bota sempre ficou grande.



Nós rimos sempre dessa história, é engraçado pensar no meu avô com o pé nadando no calçado. Mas tem um outro lado que precisa ser analisado. O meu bisavô contou com uma coisa que não estava ao alcance dele, fez uma previsão sem nem ao menos consultar a parte interessada, se apoderou do poder de escolha do meu vô.



As vezes as pessoas fazem planos contando com o que elas não tem em mãos, contando com algo que depende de outra pessoa e quando constatam que não podem obter aquilo por uma escolha da outra pessoa que nem ao menos foi consultada se frustram. Frustrante também para quem diz o NÃO. Os meus amigos sabem o quanto sou leal e me entristeço quando não consigo alcançar as expectativas deles, mas algumas poucas coisas eu conquistei, e se ameaçadas viro bicho para defende-las.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Calça Jeans por um mundo melhor

Achei muito interessante a idéia de uma loja em um shopping em São Paulo. Eles dão desconto de 100 reais (claro, a loja não vende peças por menos de 400 reais, detalhe extremamente relevante!) para quem levar um jeans velho para trocar por um novo. As calças recolhidas serão doadas para o Exército da Salvação.

Pelotas é movida pelo comércio, gente de toda região vem comprar aqui, se o setor se unisse e promovesse campanhas como esta, não digo de arrecadação de roupa, acho que tem até demais, mas de alguma outra carencia, existem grupos com grandes necessidades. Claro, em uma promoção assim aqui eles não lucrariam tanto quanto lá na loja paulista, mas uma mobilização que iniciasse no poder público, passasse pelas instituições privadas, até a comunidade daria certo.

Para quem for dar uma passadinha pela terra da garoa e estiver com uma graninha a mais, a loja é a Jeans Hall no Shopping Iguatemi.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Faça parte desta corrente também!

Quem não fuma não é obrigado a fumar